Sua Pele

31.10.2012

Mitos e verdades: proteção solar - Parte 2

Na semana passada começamos a série “Mitos e verdades” falando sobre proteção solar. Como existem muitas dúvidas sore o assunto, vamos continuar com o tema na puclicação de hoje.

1. Filtros manipulados são iguais aos industrializados? São seguros?

As fórmulas de manipulação, atualmente, podem assegurar a mesma capacidade de proteção que os industrializados. O grande problema é a estabilidade e conservação. O tempo de duração dos filtros manipulados é de 2 a 3 meses, já os industrializados tem duração de 1 a 2 anos. E mais: quando expostos a altas temperaturas os manipulados podem ter sua eficácia comprometida. Outro cuidado é o acréscimo de muitas substâncias hidratantes, firmadoras e antioxidantes que podem comprometer e interferir no resultado final.


2. Pela manhã há necessidade de usar protetor solar e também hidratantes?

Atualmente existem os filtros solares multifuncionais, ou seja, foram acrescidas à fórmula substâncias hidratantes como ácido hialurônico, firmadoras e anti-idade como alistin, antioxidantes (vitamina E e vitamina C) entre outros. São opções muito práticas, mas, se sentir necessidade pode-se associar um hidratante que deve se aplicado primeiramente e o filtro solar depois.


3. Em dias nublados devo aplicar o protetor solar? Mesmo se não sair de casa?

Nos dias nublados as nuvens filtram o UVB (raios que ardem a pele) e deixam passar o UVA, infravermelho e UVC (que não ardem), que causam danos a pele. Mesmo em casa, a presença de luz de lâmpadas frias (fluorescentes) pode manchar a pele. Além do fato de que a tela do computador também transmite radiação.

Estudos indicam que 75% da radiação que recebemos em nossa vida é fruto da rotina diária. Os outros 25% são de exposição direta na praia ou na piscina. Portanto, a proteção diária é necessária. O filtro solar é a melhor proteção contra o envelhecimento. O cremes anti-idade ajudam, mas não podem compensar a falta de uso dos protetores


4. Protetor solar causa algum mal a saúde, como câncer?

Não existem comprovações de que os filtros solares contenham qualquer substância que possa induzir à formação de tumores. Os filtros solares podem conter substâncias conservantes como os parabenos, que podem ter uma ação hormonal (imitando a ação dos hormônios estrógenos – hormônios femininos), mas devemos salientar que os parabenos estão presentes em muitos cosméticos e até na conservação de alimentos.

5. Protetor solar bloqueia a vitamina D pelo sol?

Sabemos que para haver a absorção de vitamina D, precisamos da presença de radiação solar e os filtros podem, sim, bloquear a absorção da vitamina D. Portanto, a orientação é fazermos um rodízio da aplicação do filtro solar, por exemplo: aplicar no rosto sempre e deixar um dos braços sem aplicar, no outro dia, o outro braço. A exposição por 10 a 15 minutos sem proteção solar é suficiente no dia a dia.


6. Qual o fator de proteção mais indicado para cada tipo de pele?

A melanina é um fator de proteção natural que varia de acordo com as características de cada cútis. Para indicar o filtro certo, determina-se o tipo de pele em uma escala de 1 a 6.

  • (1 e 2)Pele muito clara: Necessita de filtro com FPS 60 e não pode reduzir o fator de proteção ao longo dos dias de exposição. Isso ocorre porque essa pele nunca bronzeia, só fica vermelha.

  • (3 e 4)Pele morena: Nos primeiros dias deve-se utilizar o filtro com fator elevado, de FPS 45 a FPS 60. A medida que a pele vai acostumando é possível diminuir o fator de proteção. Atenção: Nunca utilizar FPS menor que 30.

  • (5 e 6) Pele negra: Manter o filtro entre o FPS 30 e 20 em todos os dias de exposição. A pele negra não tem risco de queimadura, mas necessita de proteção também.

Na próxima semana falaremos sobre os mitos e verdades do preenchimento. Acompanhe e tire suas dúvidas.

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Por Equipe Corpo em Evidência às 15h07

24.10.2012

Mitos e verdades: proteção solar

Muitas histórias rondam o universo da dermatologia. Uma parte delas é verdade, e uma parte igualmente grande, não passa de mito. Para tirar tudo isso a limpo, vamos falar sobre as principais dúvidas em relação a proteção solar, preenchimentos, maquiagem, laser, depilação, manchas de pele, quedas de cabelo, unhas e muito mais. Para começar, vamos falar de proteção solar nesta e na próxima semana. Confira!



Mitos e verdades: proteção solar

Nos últimos anos temos ficado mais atentos aos cuidados com a exposição da pele ao sol. Mesmo assim, a incidência de problemas de pele, entre eles o câncer, não para de aumentar entre a população. Na dúvida sobre o que é mito e o que é verdade sobre o efeito dos raios solares, algumas pessoas se escondem completamente, e outras não se preocupam quando o assunto é proteção. Para não ficar em nenhum desses extremos, confira o que realmente é importante em relação à proteção solar:

1.Quais são os danos que a exposição imprópria ao sol pode causar?

Nos horários impróprios para exposição ao sol - das 10h às 16h, ou das 11h às 17h nas regiões onde o horário de verão está sendo aplicado - há maior quantidade de radiação ultravioleta B, que pode provocar queimadura, vermelhidão, envelhecimento precoce e até mesmo câncer de pele. É importante ressaltar que a quantidade de radiação ultravioleta A é igual durante todo o dia, por isso é necessário utilizar o protetor solar em qualquer circunstância.


2.Fatores altos como 50, 60, 90 ou 100 protegem muito mais que o 30?

Para garantir a proteção que a embalagem mostra, precisamos utilizar quantidades generosas do protetor. Ou seja, em média 1 colher de sopa rasa para o rosto e 1 xícara de café para o corpo. Se aumentarmos o fator de proteção sem utilizar grandes quantidades, teremos uma proteção não de 50 ou 60, mas talvez de 30. Além disso, as pessoas que tem algum problema como propensão a manchas, tumores ou câncer de pele necessitam de proteção extra.


3.Os filtros em gel, sprays, séruns (mais modernos) protegem da mesma forma das versões em loção ou creme?

Todos os protetores são submetidos a testes para assegurar sua capacidade de proteção, que está relacionada aos princípios ativos contidos nos protetores e não no tipo de veículo. Como 80% da população brasileira tem pele mista ou oleosa, foram criadas novas opções de produtos com texturas mais leves, de rápida absorção, com substâncias antioxidantes, nutritivas, hidratantes, controladoras da atividade da glândula sebácea, com efeito mate, e etc.


4.Qual o intervalo para aplicar o protetor? Quanto tempo antes da exposição ao solar?

Atualmente a maioria dos protetores possuem proteção imediata, logo após a aplicação, o que não torna necessária a aplicação 20, 30 minutos antes da exposição. A reaplicação deve ser feita de 2 em 2 horas quando exposto ao sol, sempre que sair da água e de 1h em 1h quando há prática de esporte (por causa do suor). No dia-dia, quando geralmente ficamos mais tempo dentro de casa ou do escritório, aplicamos pela manhã e reaplicamos na hora do almoço.


5.Bases de maquiagem contendo filtro solar dão a mesma proteção que os filtros solares?

Necessitamos de FPS 20 ou 30 no dia a dia, mas os cosméticos geralmente trazem filtros baixos como 8 ou 15 e não protegem contra os raios UVA, associados ao envelhecimento cutâneo e aparecimento de tumores e câncer de pele. Portanto, o ideal é utilizar o filtro solar pela manhã e por cima a maquiagem. Pensando nisso, a indústria criou filtros solares que contém pigmentos (color) com cartela de cores ampla e texturas mais leves.


6.Como reconhecer a proteção contra UVA na embalagem?

A proteção contra a radiação UVB é indicada pelo FPS, já a proteção contra os raios UVA é descrita nas embalagens da seguinte forma:

- Letras: PPD

- Cruzes: +,++, +++

- Selo Colipa: indica proteção UVA

Ainda não existe padronização internacional sobre o UVA.

Na próxima semana, voltaremos com mais dívidas sobre proteção solar. Aguarde!

Fotos: Banco de Imagens Stock.xchng

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Por Equipe Corpo em Evidência às 11h48

17.10.2012

Toxina botulínica comemora 20 anos no Brasil

Há 20 anos a ANVISA autorizou o uso da toxina botulínica no Brasil para indicações terapêuticas. Diferente do que muitas pessoas imaginam, o uso dessa substância não foi desenvolvido para eliminar as rugas. Inicialmente, a toxina botulínica foi uma descoberta para tratar o estrabismo.

Com o passar do tempo, ela passou a receber outras indicações terapêuticas como espasmos e contraturas musculares. No Brasil, a indicação para uso estético com o objetivo de tratar rugas e para hiperhidrose aconteceu somente no ano 2000. Por isso, ainda é comum haver dúvidas sobre o uso dessa substância na área de beleza. Confira as principais delas abaixo e fique por dentro do tema.


1.Onde podemos aplicar a toxina botulínica?

A aplicação clássica ocorre na região superior do rosto, ou seja, para reduzir os “pés de galinha” ao redor dos olhos, rugas na fronte (testa), rugas entre as sobrancelhas (“rugas da preocupação”). Mas atualmente é também aplicada para reduzir rugas do pescoço, para melhorar o contorno do rosto e para reduzir a sudorese.

2.Posso ficar com o “rosto congelado” ou sem expressão com o uso da toxina botulínica?

Hoje em dia utilizamos doses menores da toxina em pontos específicos para termos um resultado mais natural, harmonioso e que preserve a expressão. O que corrigimos é o excesso de expressão.


3.Com qual idade devo começar a aplicar?

É variável porque cada paciente tem um ritmo de envelhecimento e um padrão de pele e de expressão. Em geral indicamos a partir dos 30 anos (muitas vezes até de forma preventiva). Já para o tratamento da sudorese pode ser aplicada em adolescentes ou jovens.

4.Quanto tempo dura?

A média de duração é de 4 a 5 meses, mas varia de acordo com vários fatores individuais. Se o paciente pratica esporte em excesso (maratonistas) ou se fica muito exposto ao sol a tendência é durar menos.

5.Se repetirmos muitas aplicações, com o tempo perde o efeito no organismo?

Existem alguns casos, raros, de resistência a toxina botulínica. Nesses casos interrompemos o uso por um período e depois retornamos ao tratamento com bons resultados. Em geral, com a sequência de aplicações o que notamos é a necessidade de doses maiores. Devemos respeitar o período de 4 a 5 meses para a nova aplicação.


6.É seguro? É tóxico?

É muito seguro. É utilizado com finalidade estética há 20 anos. Não é tóxico. A toxina também é utilizada nas áreas de ortopedia e neurologia.

7.Qual o tempo para aparecer os resultados?

Em geral, de 2 a 7 dias, mas pode demorar até 15 dias.

Fotos: Banco de Imagens Stock.xchng

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Por Equipe Corpo em Evidência às 19h18

10.10.2012

Produtos infantis podem ser usados por adultos?

O dia das crianças está chegando e a variedade de produtos para os pequenos só aumenta. Com embalagens e cheiros tão encantadores nos produtos cosméticos e de higiene infantis, a tentação dos adultos em usá-los também é grande. Não há nenhuma contraindicação nesse caso, já que os shampoos, condicionadores e sabonetes infantis tendem a ser menos agressivos à pele. Porém, é preciso prestar atenção a alguns fatores.


Shampoos

O objetivo dos shampoos é retirar o óleo e a gordura que se acumula no couro cabeludo. Como as crianças têm menor oleosidade, esses produtos tem um PH maior, entre 7 e 8,5 que é menos agressivo e não irrita os olhos. No caso dos adultos, o PH normalmente é de 5,0. Se o adulto optar por usar shampoo infantil, ele deve intercalar com um shampoo normal, para evitar acúmulo de sebo.

Para quem tem qualquer tipo de tratamento químico no cabelo, contudo, os shampoos e condicionadores infantis não são uma boa opção, já que eles não têm efeitos como o de proteger do sol, evitar o desbotamento e selar os fios.


Protetor solar

Os filtros para crianças possuem fórmulas físicas, que funcionam como uma barreira contra os raios solares, proporcionando alta proteção, e que também têm menor risco de alergia. Adultos podem usar esses produtos, mas têm que avaliar a formulação, pois, muitas vezes, são fórmulas densas que podem aumentar a oleosidade, obstruir os poros e até levar ao aparecimento de acne.


Hidratantes

Já os hidratantes para crianças devem ter baixa concentração de ureia (menos de 3%), ao passo que para adultos, a ureia é um dos principais ingredientes de hidratação. Neste caso, é recomendável que os adultos optem por produtos direcionados a eles, que sejam indicados para cada tipo de pele. Outro detalhe, é que entre os hidratantes destinados a adultos é possível encontrar substâncias que atuam contra o envelhecimento, o que não ocorre com os infantis.


E vice e versa?

Vice e versa não pode. Os produtos infantis apresentam menor risco de irritações e alergias e, por isso, produtos desenvolvidos para adultos não podem ser usados em crianças, a menos que já tenham sido testados e aprovados para os pequenos.

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Por Equipe Corpo em Evidência às 19h46

04.10.2012

Body Acne

É comum nos surpreendermos com bolinhas no corpo parecidas com espinhas, mesmo em locais onde você imaginava impossível surgir acne. Essas bolinhas podem ter diferentes causas. Uma delas é a foliculite, uma inflamação ou infecção dos poros ou dos pelinhos. Já a queratose foliculite, que geralmente aparece nos braços e coxas, é a formação de pequenas rolhas na saída dos poros, que sofrem um espessamento devido ao excesso de produção de queratina. E por último a acne, que pode se manifestar por pontos vermelhos (pápulas) ou amarelos (pústulas) que podem surgir no colo ou costas devido a alterações hormonais e alimentares.


Como tratar?

Há produtos específicos para o tratamentos dessas bolinhas, além de tratamentos como peeling e laser.

Ativos

Peróxido de benzoila e Enxofre, que têm efeito secativo;

Ácido retinóico e adapaleno que têm efeito de reduzir marcas e fechar os poros;

Antibióticos, que servem para controlar as infecções;

Ácido salicílico, que também tem efeito secativo;

Tratamentos:

Os peelings são indicados para o tratamento da Body Acne, pois promovem uma descamação da pele e, consequentemente, sua renovação.

Peelings de ácido salicílico (20 ou 30%): Em geral, três ou quatro sessões são suficientes, uma a cada 15 dias. É preciso evitar sol por uma semana depois da sessão.

Peelings de cristal: São indicadas cinco ou seis sessões, sendo uma por semana.

Peelings de ácido retinóico: usado para reduzir manchas, esse tratamento tem duração de quatro sessões, uma a cada 15 dias.

LED azul e vermelho com efeito secativo: Esse não é um peeling, mas também pode ser um tratamento indicado. A luz azul de LED tem ação bactericida e a vermelha, ação anti-inflamatória. São necessárias oito sessões, duas por semana.


Esse é o último texto da série “Trabalhe seu corpo para o Verão”. Agora que você já tem as principais dicas para a estação mais quente do ano é só se cuidar e esperar o verão chegar.

Fotos: Banco de Imagens Stock.xchng

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Por Equipe Corpo em Evidência às 00h43

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Sobre o autor

Dr. Marcelo
M. Bellini

  • Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
  • Membro da Academia Americana de Dermatologia.
  • Professor colaborador do Hospital do Servidor Público Municipal
  • CRM 76.313 – SP
  • Site: www.marcelobellini.com.br

Sobre o blog

Bem-vindo a um novo espaço com informações, novidades e dicas sobre dermatologia e estética para homens e mulheres.

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